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Colapso dos reservatórios faz crise hídrica piorar em Valinhos

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A Prefeitura de Valinhos decretou ontem estado de emergência hídrica e criou um Comitê Gestor de Crise para poder lidar com a situação caótica causada pela falta de água no município. Tais ações foram tomadas depois que os três mananciais internos da cidade entraram em colapso anteontem. Juntas, as barragens eram responsáveis por 38,7% do abastecimento do município. Sem esse recurso, a cidade tornou-se dependente da água captada do Rio Atibaia e de poços artesianos, volume que representa 61,3% de todo o sistema hídrico valinhense em situação de normalidade. A partir de agora, o racionamento deverá ser intensificado por meio de medidas mais rígidas. Esta é a prior crise hídrica registrada na história do município.

As decisões tomadas pela Prefeitura visam a encontrar soluções de curto prazo para lidar com a grave escassez de chuvas. “A água é um bem precioso que não temos como produzi-lo. Obras no passado poderiam ter sido feitas para termos mais capacidade de armazenamento. Diante da inexistência dessas alternativas, vivenciamos uma situação de crise gravíssima”, afirmou a prefeita de Valinhos, Capitã Lucimara. Segundo ela, a Administração busca dialogar com os prefeitos da Região Metropolitana de Campinas (RMC) para que ações de dimensões intermunicipais possam ser analisadas. A crise, acrescentou, não acaba nos limites municipais.

Segundo o presidente do Departamento de Águas e Esgotos de Valinhos (Daev), Ivair Nunes Pereira, as iniciativas anunciadas pela Prefeitura objetivam dar mais agilidade em ações de combate à crise. Desta forma, contratações de obras e equipamentos poderão ser feitas rapidamente, com a dispensa de licitação. “Caso seja necessária alguma aquisição, esta poderá ser feita de imediato”, explicou Pereira. A intenção do Comitê é acompanhar e discutir todas as ações que serão tomadas de agora em diante, em conjunto. Representantes da Administração, do Daev, técnicos da área de planejamento, representantes da Câmara Municipal e da sociedade civil integram o grupo.

De acordo com Pereira, as represas ainda apresentam um baixo volume de água. Entretanto, o montante não atinge a chamada “lâmina mínima”, de 45 centímetros, altura limite para a continuidade da operação das bombas d’água. Abaixo dessa marca, a captação é interrompida. A capacidade de armazenamento dos mananciais, mesmo quando cheios, não consegue suprir o consumo diário da população de Valinhos, que demanda 43 milhões de litros. “O ideal seria que o volume de água captado fosse, no mínimo, igual ao que é retirado. Mas estamos longe dessa realidade”, informou o presidente do Daev.

Atualmente, o volume de água que entra no sistema é 25% menor que o montante retirado. Sem as barragens, Valinhos passou a contar apenas com pouco mais da metade da capacidade de abastecimento. Por isso, o presidente do Daev reforçou que, possivelmente, novas alterações serão feitas no racionamento ainda hoje, o que deve ampliar as restrições de fornecimento à população. Um dos problemas enfrentados pelo Departamento é o padrão de consumo da cidade. Mesmo com o rodízio adotado pela Prefeitura em 27 de agosto, a demanda não diminuiu. O horário de maior consumo de água no município é entre às 18h e 21h.

Valinhos não conta com a possibilidade de precipitações volumosas para os próximos dias, de acordo com o presidente do Daev. A expectativa é a de que chova na cidade durante o final de semana, mas o volume não deve ultrapassar 13 milímetros. O acumulado de chuva neste mês, até o momento, é apenas 11% do volume total previsto para o período. “A quantidade não é suficiente para nos tirar dessa situação drástica”, garantiu Pereira. De acordo com ele, quando a água é disponibilizada para a população, há dificuldade para ela chegar às regiões mais altas do município, por causa da falta de pressão do sistema. Tal problema, somado à estocagem exagerada de água pelos moradores de bairros localizados na parte mais baixa da cidade, tem resultado no desabastecimento por mais dias que os anunciados pelo Daev.

O racionamento foi adotado em Valinhos há pouco menos de um mês. A despeito disso, a estratégia não foi capaz de evitar o colapso dos reservatórios internos, quadro que não foi registrado nem mesmo na crise hídrica de 2014, até então a mais crítica da história do município. Naquela época, o problema de abastecimento se intensificou pela baixa vazão do Rio Atibaia.

O presidente do Daev garantiu que o atual valor das multas (R$ 441,21) aplicadas em caso de desperdício de água não será alterado. Para ele, a aplicação da infração tem caráter educativo e não “arrecadatório”. “Aumentar o valor da cobrança agora não surtirá efeito”, considerou. Há três dias que o número de multas aplicadas não aumenta no município. O total registrado até o momento é de 42 infrações.

Segundo Pereira, a possibilidade de aumentar a captação de água no Rio Atibaia é inviável neste momento, pois a alternativa iria demandar obras de longo prazo. Ele garantiu que enquanto a situação do manancial se mantiver como está, a crise não deverá se agravar além da situação já instalada. “Agora o nosso foco é conscientizar a população. As pessoas precisam tentar diminuir o consumo de água. Reutilizar o recurso, quando possível, também é uma saída. Vamos conseguir passar por este momento apenas se todos se unirem em prol de uma solução”, concluiu.

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Cães de Valinhos que comeram salsichas com anzóis têm pontos retirados e recebem alta cirúrgica

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Cães que comeram salsichas com anzóis recebem alta cirúrgica em Valinhos (SP) — Foto: Christiano Yamasaki

Os sete cães que passaram mal após comerem salsichas com anzóis, em Valinhos (SP), foram submetidos à retirada de pontos e receberam alta cirúrgica nesta segunda-feira (18). De acordo com o médico veterinário que cuidou de seis dos animais, a partir de agora, o tratamento de todos será feito por meio de acompanhamento alimentar.

“O cuidado com a alimentação é para manter o processo de cicatrização [dos pontos retirados]. Em breve, eles vão estar liberados para voltar à vida normal”, detalhou Christiano Yamasaki.

Dos sete cães, quatro ainda estão no lar temporário onde o episódio aconteceu, no dia 3 de outubro, e três já estão com as famílias.

“A gente espera que eles [policiais] consigam localizar quem cometeu o atentado contra esses cães e que a Justiça faça o que tem que ser feito”, disse Yamasaki.

O episódio foi registrado na Delegacia de Valinhos como crime contra o meio ambiente mediante prática de ato de abuso a animais.

Nesta segunda, o delegado à frente do caso, João Neves, informou à apuração da EPTV, afiliada da TV Globo, que durante a investigação tomou conhecimento sobre uma pessoa que havia comprado anzóis em uma loja da cidade um dia antes do atentado contra os cães.

De acordo com o titular, a investigação apontou que o indivíduo voltou ao estabelecimento, após a repercussão do caso, para questionar se o local possui câmeras de segurança. Ele foi ouvido, mas por falta de provas, não foi considerado formalmente suspeito, informou Neves.

O ocorrido segue em investigação pela Delegacia de Valinhos, que aguarda o resultado de uma perícia feita nas salsichas com anzóis.

O episódio aconteceu em uma hospedagem para cães, no dia 3 de outubro. De acordo com a proprietária do local, Dulce Miragaia, os cães saíram para brincar do lado de fora e, na ocasião, encontraram uma armadilha feita de salsichas lotadas de anzóis.

Um dos cachorros tinha 34 destes objetos no estômago. A EPTV teve acesso aos exames de raio-x.

Raio-x mostra anzóis dentro do estômago de cachorros — Foto: Reprodução/EPTV

O local não tem vizinhos e circuito de segurança, mas a proprietária suspeita que alguém colocou a armadilha durante a madrugada.

“A princípio, eu achei que era veneno. Eu vi que alguns já estavam comendo, aí eu chamei um pessoal que faz um raio-x móvel para ver quais cachorros tinham comido a salsicha”, disse Dulce na ocasião.

Já o médico veterinário Yamasaki, que faz o acompanhamento do estado de saúde dos cães, ficou impressionado com a maldade da ação.

“É uma coisa que eu fiquei assustados de ver. Além do que tinha 34 anzóis, tinha um com 11 anzóis, outro com seis, entre estômago e intestino. […] Eu já tirei todo o tipo de artefato ingerido acidentalmente, mas assim, de forma criminosa eu nunca vi, porque o anzol não mata, foi para machucar mesmo e dificultar a remoção”, lamentou Yamasaki.

Crime com penas mais duras

Maltratar animais é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais, que ficou mais rigorosa no ano de 2020. A pena varia de dois a cinco anos de prisão, além de multa que pode ultrapassar o valor de R$ 300 mil. Se o animal morrer, a penalidade aumenta.

“Essa pena pode ser aumentada de entre 1/6 e 1/3. É um crime afiançável, mas por conta dessa nova pena, o delegado não pode mais arbitrar a fiança, que só pode ser arbitrada pelo juiz na audiência de custódia”, explica a advogada criminalista Carolina Defilippi.

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VALINHOS CONFIRMA DUAS MORTES POR COVID-19

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A Secretaria de Saúde confirmou nesta segunda-feira, dia 18, 2 mortes e 45 novos casos de Covid-19 em Valinhos, de sábado até hoje.

Com isso, a cidade tem agora 15.104 casos confirmados e 404 óbitos causados pelo coronavírus. Os óbitos confirmados são de pacientes com início de sintomas há mais de 30 dias.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI na cidade está em: 10% no Galileo e 35% na Santa Casa. A taxa de ocupação de enfermaria é de: 3% no Galileo e 20% na Santa Casa.

Ao todo, 17.153 casos de munícipes já foram descartados, sendo 164 óbitos.

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BASQUETE FEMININO DE VALINHOS JOGA CONTRA O CENTRO OLÍMPICO NESTA QUARTA-FEIRA

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A equipe Sub 13 de basquete feminino de Valinhos joga nesta quarta-feira, dia 20, no Ginásio Municipal de Esportes Vereador Pedro Ezequiel da Silva, contra o Centro Olímpico, de São Paulo.

Rodada pelo Campeonato Paulista, o jogo está previsto para as 16h. O time fez ainda uma partida adiantada de returno hoje, dia 18, com placar de Valinhos 34 x 19 Clube Esperia.

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