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Com 700 famílias, acampamento Marielle Vive pode | Direitos Humanos

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Com surpresa, cerca de 700 famílias que vivem no acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Marielle Vive, em Valinhos (SP), receberam a notícia de que o julgamento da reintegração de posse do terreno está marcado para esta terça-feira (23) às 14h. 

As idas e vindas do litígio da área – que, de propriedade da Fazenda Eldorado Empreendimentos Imobiliários, estava abandonada há anos antes de ser ocupada – haviam dado uma trégua desde que, em setembro de 2020, o desembargador José Tarciso Beraldo do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) suspendeu a reintegração devido à excepcionalidade da pandemia de covid-19.  

A pandemia não terminou, mas o risco de despejo voltou. O clima no acampamento, de acordo com Gerson Oliveira do MST, é de tensão.  

“Parece que o Tribunal já está preparando a chamada ‘volta ao normal’. E o normal é o retorno dos despejos”, diz. “Vamos avaliar o teor da decisão que os desembargadores terão e ver a melhor forma de nos organizarmos. Mas a nossa disposição é de não sair da área. Até porque não temos para onde ir”, destaca Oliveira. 

A Lei 14.216/21, promulgada pelo Congresso Nacional em outubro desse ano, suspendeu temporariamente as remoções forçadas por conta da crise sanitária. O prazo dessa determinação, no entanto, vence em 31 de dezembro.

Acampamento Marielle Vive 

As famílias cujo futuro vai ser definido pela 37ª Turma de Direito Privado do TJ-SP ocuparam as terras em 14 de abril de 2018 e transformaram em produtoras de alimentos saudáveis as terras, antes ociosas.

O acampamento surgiu um mês após a execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, no Rio de Janeiro.  

A terra de 130 hectares tem, como principal símbolo de sua produção agroecológica, uma horta coletiva em formato de mandala de mil metros quadrados. Pouco antes do início da pandemia, em 2 novembro de 2019, o acampamento Marielle Vive inaugurou a Escola Popular Luís Ferreira. 


Acampamento Marielle Vive, com sua horta agroecológica vista de cima / Julio Matos

:: Agroecologia é resistência popular no Acampamento Marielle Vive, em Valinhos (SP) ::

Seu Luís, um pedreiro de 72 anos que morava na comunidade, foi assassinado durante um protesto pelo direito à água, que aconteceu em 18 de julho de 2019.

Na ocasião, um homem chamado Leo Ribeiro avançou com a caminhonete, que ostentava uma bandeira do Brasil, em cima dos manifestantes. Ele foi preso e responde em liberdade. 

Os interesses em torno da retirada das famílias da terra são vários na visão de Gerson, mas estão todos em torno de uma questão: “O favorecimento do capital imobiliário e especulativo na cidade de Valinhos”. O município do interior paulista é conhecido por seus condomínios de luxo. 

:: Acampamento Marielle Vive, lar para os sem-terra ::

O Brasil de Fato pediu posicionamento para as empresas Antonio Andrade e Grupo Madia que, sócias da Fazenda Eldorado Empreendimentos Imobiliários, se reivindicam proprietárias da área. Assim que houver resposta, atualizaremos a matéria. 

Edição: Leandro Melito e Vivian Virissimo

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Sanebavi suspende rodízio nesta quarta (19) após dois dias sem distribuição de água

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Abastecimento ficou comprometido segunda e terça-feira devido à manutenção da ETA 1 e à posterior falta de energia na estação

A Sanebavi vai suspender o rodízio em Vinhedo para os dois setores, verde e amarelo, nesta quarta-feira (19), com distribuição de água para toda a cidade. A medida foi adotada porque o abastecimento ficou comprometido nos últimos dois dias, segunda e terça-feira, devido à manutenção da Estação de Tratamento de Água (ETA) 1 e à posterior falta de energia na estação.
 
Na quinta-feira (20) o calendário do rodízio volta a ser praticado, conforme anunciado, com suspensão do abastecimento para os bairros do setor amarelo, na sexta-feira (21) para o setor verde e, assim, sucessivamente.
 
A Sanebavi realizou a manutenção da ETA 1, conforme o programado, nesta segunda-feira (17), e suspendeu a distribuição de água para os bairros atendidos pela estação. Nesta terça-feira, o abastecimento deveria ter ocorrido em todo o município, por causa da suspensão de segunda, porém, a CPFL Paulista, ao restabelecer a energia, identificou um problema externo na rede elétrica da empresa. A equipe da companhia de energia finalizou os reparos por volta das 3h.
 
Com isso, a Estação de Tratamento ficou impossibilitada de operar por falta de energia, comprometendo o abastecimento para a população nesta terça-feira (18). No período da manhã, a estação voltou a operar com a capacidade máxima para recuperar os reservatórios, mas o retorno do fornecimento de água aconteceu de forma gradativa aos imóveis, com previsão de ser restabelecido integralmente no período da noite.
 
Dessa forma, a Sanebavi optou por liberar a distribuição da água para toda a cidade nesta quarta-feira (19) e retomar o rodízio apenas na quinta-feira. A Sanebavi solicita à população que economize água, utilizando o recuso apenas para o essencial, para que os reservatórios se recuperem o mais rapidamente possível.
 

Autor: Sanebavi

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Trecho da pista de caminhada da Represa 1 será interditado a partir de segunda (17) para obras da Sanebavi

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Isolamento é necessário para a segurança da população enquanto as máquinas estão trabalhando no local

A partir da próxima segunda-feira (17), parte da pista de caminhada da Represa 1 será interditada pela Sanebavi  para a operação das máquinas que estão trabalhando na retirada da areia e limpeza do reservatório.  A medida de segurança evita riscos de acidentes com pedestres e ciclistas que frequentam o local.
 
Nessa etapa, o isolamento será feito na área próximo às caixas de areia e no trecho do bebedouro até a passarela localizada na parte de trás do lago. Conforme o cronograma de execução dos serviços, os trechos vão sendo liberados e o fechamento ocorre em outros pontos ao redor da represa.  Toda área com restrição de passagem de pedestres terá sinalização. 
 
 “O isolamento é necessário para conter a aproximação da população enquanto as obras estão em andamento. Pedestres e máquinas não podem dividir o mesmo espaço. São máquinas grandes e temos que zelar pela segurança de todos”, afirmou o diretor Operacional da Sanebavi, Dirceu Machado. 
 
A limpeza das caixas de retenção de areia e bordas da Represa 1 vai aumentar a capacidade de reservação permitindo o armazenamento de mais 10 milhões de litros de água bruta. Cerca de 1,3 mil caminhões de areia, lodo e vegetação estão previstos para serem retirados do local, totalizando aproximadamente 10 mil metros cúbicos de detritos alojados próximos da margem da represa.  A obra está prevista para ser concluída em 30 dias.
 

Autor: Sanebavi

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Limpeza das caixas e bordas vai permitir armazenar mais de 10 milhões de litros de água na Represa 1

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Previsão é de que 1,3 mil caminhões de areia, lodo e vegetação sejam retirados do local, totalizando 10 mil metros cúbicos de detritos

A Sanebavi deu início nesta quarta-feira (12) às obras de limpeza das caixas de retenção de areia e bordas da Represa 1.  A obra vai aumentar a capacidade de reservação do lago, um dos principais reservatórios da cidade, permitindo o armazenamento de mais 10 milhões de litros de água bruta. Previsão é de que 1,3 mil caminhões de areia, lodo e vegetação sejam retirados do local, totalizando mais de 10 mil metros cúbicos de detritos alojados próximos da margem da represa. 
 
“Com essa operação, a represa fica preparada para receber as chuvas de janeiro e dos próximos meses, além de permitir armazenar maior quantidade de água que chega do Córrego Bom Jardim”, afirmou o prefeito Dario Pacheco.  A Represa 1 é o ponto de captação para a Estação de Tratamento de Água (ETA) 1, responsável pela distribuição de água a mais de 65% da população de Vinhedo.
 
O serviço de limpeza será realizado nas caixas de areia, no espelho d´água em uma extensão de aproximadamente 50 metros e em outros pontos do reservatório, como nas margens junto ao extravasor, num trecho de aproximadamente 40 metros, e no final do lago, após a casa de bombas de recalque, na região da passarela.
 
“A manutenção é muito importante para melhorar a reserva hídrica do município. Estamos realizando uma série de ações para ampliar a oferta de água e esse trabalho vai permitir um volume maior de armazenamento na represa para atender a população nos próximos meses”, disse o superintendente da Sanebavi, Jaderson Spina.
 
Além da limpeza, outras melhorias estão previstas para a Represa 1, como o aprofundamento do corpo do lago, que será iniciado após a realização dos trabalhos de batimetria e sondagem, ambos em processo de contratação pela Sanebavi.
 

Autor: Sanebavi

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