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Vinhedo adota rodízio hídrico para enfrentar estiagem severa

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Vinhedo passou a contar, desde esta segunda-feira (11), com um sistema de rodízio no fornecimento de água. A medida, que vai atingir 70% da população (57.061 habitantes), foi instituída para evitar um colapso no abastecimento hídrico do município, que enfrenta as consequências da pior estiagem desde 2014. A Administração decretou situação de Emergência Hídrica na cidade na última sexta-feira.

De acordo com o documento, foi aprovado o Plano de Racionamento devido à redução do volume de água bruta disponível na cidade. Vinhedo conta com três represas. Uma delas secou, outra tem 20% da sua capacidade e a terceira, com 80% – é a que está evitando que a situação se torne ainda mais crítica.

O município foi dividido em três regiões: Oeste, Leste e Centro. Na Oeste não será necessário aplicar o racionamento, pois ela é abastecida por mananciais internos que, no momento, estão conseguindo atender à demanda da área. As regiões Centro e Leste, foram nomeadas como Setor Amarelo e Verde, respectivamente.

O rodízio será adotado em ambas as áreas, com alternância de 24 horas entre a suspensão e o fornecimento. Portanto, o abastecimento será feito dia sim, dia não. Vinhedo conta com duas Estações de Tratamento de Água (ETA), as ETA 1 e ETA 2 . O esquema de rodízio será feito para os bairros abastecidos pela ETA 1, que fornece água para 70% da população.

O abastecimento foi interrompido ontem no setor Amarelo, que concentra 73 bairros, desde as 10h. Hoje, o Verde, composto por 62 bairros, ficará sem água a partir do mesmo horário. “Dessa forma, o setor Amarelo fica sem água nos dias ímpares e o Verde, nos dias pares”, esclareceu a Administração. Segundo o prefeito de Vinhedo, Dario Pacheco, os moradores da cidade consomem, em média, até 220 litros de água por dia. Com a adoção do rodízio, a expectativa é a de que o consumo diário seja reduzido para 140 litros diários por habitante.

Segundo o superintendente do Saneamento Básico de Vinhedo (Sanebavi), Jaderson Spina, caso a cidade não consiga poupar água, em pouco mais de um mês o município poderá ficar sem recursos hídricos. “O rodízio é uma estratégia que visa garantir o abastecimento até o final deste mês. A partir de novembro, esperamos que as chuvas aumentem. Se o racionamento não funcionar, a próxima medida será a de comprar água tratada. Mas isso somente será adotado em caso extremo”, declarou Pacheco.

De acordo com a assessoria de imprensa da Sanebavi, a represa, que atualmente está com 80% do seu volume útil, armazena a reserva hídrica do município. O objetivo da medida é preservar esse montante o máximo possível.

O agravamento da situação ocorreu por causa do aumento do consumo de água registrado nos últimos meses e do baixíssimo índice de chuvas. Vinhedo capta recursos hídricos do Rio Capivari e do Córrego Bom Jardim, que são responsáveis pelo abastecimento das três represas. Segundo o prefeito, ambos estão com os leitos baixos.

O chefe do Executivo afirmou que o volume de água do córrego, mesmo abaixo do ideal, permanece em boas condições. Entretanto, o montante captado do Rio Capivari está com alta concentração de poluentes. “Isso interferiu na qualidade da água do Rio Capivari, que atualmente é péssima”, declarou.

A outorga permite que Vinhedo retire 600 mil litros de água por hora do Rio Capivari. Por causa do baixo volume e da qualidade do recurso, apenas um terço do montante autorizado está sendo captado.

Atualmente, o Rio Capivari é responsável por 50% do abastecimento do município. Na tentativa ampliar as fontes de recursos hídricos, a Administração reativou 12 dos 22 poços artesianos da cidade. Os poços ativos são responsáveis por 10% do abastecimento da população. Para combater o desperdício de água no município, desde junho estão sendo aplicadas multas para quem não usar os recursos de maneira consciente. Até o momento, foram aplicadas 15 multas no valor de R$ 535,83 cada.

População

A cuidadora Sandra de Almeida é moradora do Jardim Alba, um dos bairros do setor Amarelo. Mesmo com o início do rodízio ontem, ela afirmou que na última sexta-feira ficou sem água o dia todo. Desde que ela e a família souberam da implantação do racionamento, começaram a economizar água em casa. Há uma semana, a cuidadora está reutilizando a água usada na máquina de lavar roupa para limpar o quintal. “O uso consciente dos recursos hídricos tem que ser uma prática diária e não apenas quando é solicitado. Não adianta ficar desesperado quando falta água. Tem que agir antes”, garantiu.

O aposentado Dario Cecom decidiu armazenar a água da chuva em casa. Dessa forma, ele pretende garantir a disponibilidade do bem nos dias de rodízio. O objetivo, informou Cecom, é que o projeto seja uma fonte hídrica a mais, como um complemento para auxiliar no consumo da família. “As pessoas estão acomodadas em abrir a torneira e ter a água nas mãos”, afirmou. Ele vai utilizar uma caixa d’água para acumular o volume que conseguir captar das precipitações.

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Cães de Valinhos que comeram salsichas com anzóis têm pontos retirados e recebem alta cirúrgica

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Cães que comeram salsichas com anzóis recebem alta cirúrgica em Valinhos (SP) — Foto: Christiano Yamasaki

Os sete cães que passaram mal após comerem salsichas com anzóis, em Valinhos (SP), foram submetidos à retirada de pontos e receberam alta cirúrgica nesta segunda-feira (18). De acordo com o médico veterinário que cuidou de seis dos animais, a partir de agora, o tratamento de todos será feito por meio de acompanhamento alimentar.

“O cuidado com a alimentação é para manter o processo de cicatrização [dos pontos retirados]. Em breve, eles vão estar liberados para voltar à vida normal”, detalhou Christiano Yamasaki.

Dos sete cães, quatro ainda estão no lar temporário onde o episódio aconteceu, no dia 3 de outubro, e três já estão com as famílias.

“A gente espera que eles [policiais] consigam localizar quem cometeu o atentado contra esses cães e que a Justiça faça o que tem que ser feito”, disse Yamasaki.

O episódio foi registrado na Delegacia de Valinhos como crime contra o meio ambiente mediante prática de ato de abuso a animais.

Nesta segunda, o delegado à frente do caso, João Neves, informou à apuração da EPTV, afiliada da TV Globo, que durante a investigação tomou conhecimento sobre uma pessoa que havia comprado anzóis em uma loja da cidade um dia antes do atentado contra os cães.

De acordo com o titular, a investigação apontou que o indivíduo voltou ao estabelecimento, após a repercussão do caso, para questionar se o local possui câmeras de segurança. Ele foi ouvido, mas por falta de provas, não foi considerado formalmente suspeito, informou Neves.

O ocorrido segue em investigação pela Delegacia de Valinhos, que aguarda o resultado de uma perícia feita nas salsichas com anzóis.

O episódio aconteceu em uma hospedagem para cães, no dia 3 de outubro. De acordo com a proprietária do local, Dulce Miragaia, os cães saíram para brincar do lado de fora e, na ocasião, encontraram uma armadilha feita de salsichas lotadas de anzóis.

Um dos cachorros tinha 34 destes objetos no estômago. A EPTV teve acesso aos exames de raio-x.

Raio-x mostra anzóis dentro do estômago de cachorros — Foto: Reprodução/EPTV

O local não tem vizinhos e circuito de segurança, mas a proprietária suspeita que alguém colocou a armadilha durante a madrugada.

“A princípio, eu achei que era veneno. Eu vi que alguns já estavam comendo, aí eu chamei um pessoal que faz um raio-x móvel para ver quais cachorros tinham comido a salsicha”, disse Dulce na ocasião.

Já o médico veterinário Yamasaki, que faz o acompanhamento do estado de saúde dos cães, ficou impressionado com a maldade da ação.

“É uma coisa que eu fiquei assustados de ver. Além do que tinha 34 anzóis, tinha um com 11 anzóis, outro com seis, entre estômago e intestino. […] Eu já tirei todo o tipo de artefato ingerido acidentalmente, mas assim, de forma criminosa eu nunca vi, porque o anzol não mata, foi para machucar mesmo e dificultar a remoção”, lamentou Yamasaki.

Crime com penas mais duras

Maltratar animais é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais, que ficou mais rigorosa no ano de 2020. A pena varia de dois a cinco anos de prisão, além de multa que pode ultrapassar o valor de R$ 300 mil. Se o animal morrer, a penalidade aumenta.

“Essa pena pode ser aumentada de entre 1/6 e 1/3. É um crime afiançável, mas por conta dessa nova pena, o delegado não pode mais arbitrar a fiança, que só pode ser arbitrada pelo juiz na audiência de custódia”, explica a advogada criminalista Carolina Defilippi.

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VALINHOS CONFIRMA DUAS MORTES POR COVID-19

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A Secretaria de Saúde confirmou nesta segunda-feira, dia 18, 2 mortes e 45 novos casos de Covid-19 em Valinhos, de sábado até hoje.

Com isso, a cidade tem agora 15.104 casos confirmados e 404 óbitos causados pelo coronavírus. Os óbitos confirmados são de pacientes com início de sintomas há mais de 30 dias.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI na cidade está em: 10% no Galileo e 35% na Santa Casa. A taxa de ocupação de enfermaria é de: 3% no Galileo e 20% na Santa Casa.

Ao todo, 17.153 casos de munícipes já foram descartados, sendo 164 óbitos.

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BASQUETE FEMININO DE VALINHOS JOGA CONTRA O CENTRO OLÍMPICO NESTA QUARTA-FEIRA

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A equipe Sub 13 de basquete feminino de Valinhos joga nesta quarta-feira, dia 20, no Ginásio Municipal de Esportes Vereador Pedro Ezequiel da Silva, contra o Centro Olímpico, de São Paulo.

Rodada pelo Campeonato Paulista, o jogo está previsto para as 16h. O time fez ainda uma partida adiantada de returno hoje, dia 18, com placar de Valinhos 34 x 19 Clube Esperia.

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